Vitorino - Cante e Cantadores - UNESCO

Neste espectáculo, Vitorino faz-se acompanhar por um grupo de cantadores omde, para além do seu repertório, serão especialmente apresentadas modas Alentejanas tradicionais, entoadas pelas impressionantes vozes de Cantadores Alentejanos.

Vitorino em Concerto - Terra a Terra

 

 

Vitorino apresenta-se, ao vivo, convidando artistas locais a subir ao palco e, a seu lado, acompanhá-lo nos seus maiores êxitos 

Em cada espetáculo, um artista ou um grupo local, selecionado pelo promotor, é convidado a cantar, em palco, uma canção popular e outra do repertório de Vitorino. Desta forma o espetáculo estabelece uma ligação única à terra que o acolhe, numa verdadeira partilha cultural.

Abrindo uma nova via de interacção com as populações e de fazer a cultura acontecer da forma mais autêntica, o espectáculo Vitorino - Terra a Terra revoluciona todo o conceito de espetáculo, enriquecendo-o com a participação das vozes de cada região.

- Vitorino Salomé – Nota Biográfica

Vitorino nasceu numa família de músicos, no Redondo, sendo ele e os seus 4 irmãos todos músicos, influenciados pelos seus tios. Vitorino é o terceiro dos cinco; o cantor Janita Salomé é o quarto.

Foi amigo de Zeca Afonso, que conheceu quando era a recruta no Algarve. Fixou-se em Lisboa a partir dos 20 anos, onde viveu a noite, em tertúlias e boémia. Em 1968 entrou para o Curso de Belas Artes, mas já pintava anteriormente.

Emigrado em França, estudou pintura. Alertado por um amigo que se ganhava mais a cantar na rua ou no metro do que a lavar pratos, o que fazia para sobreviver, agarrou na guitarra e fez-se cantor.

Em Paris acamaradou, entre outros, com Sérgio Godinho e José Mário Branco, igualmente emigrados. Colaborou em discos de José Afonso, Coro dos Tribunais, e Fausto.

Actuou no célebre concerto de Março de 1974, I Encontro da Canção Portuguesa, que decorreu no Coliseu dos Recreios. Lançou nesse ano o seu primeiro single: Morra Quem Não Tem Amores. Participou no disco Cantigas de Ida e Volta conjuntamente com outros nomes como Fausto, Sheila e Sérgio Godinho.

Em 1975, estreou-se com o seu primeiro disco que incluía uma das canções mais importantes do imaginário português: “Menina estás à janela”. No álbum Semear Salsa ao Reguinho aparecem ainda canções como “Cantiga d'um Marginal do séc. XIX”, “A primavera do Outono”, “Cantiga de Uma Greve de Verão” e “Morra Quem Não Tem Amores”.

Desde 1974 gravou 23 álbuns, 5 compilações, 5 singles, participou em 4 outras edições e em 17 colaborações, e fez 4 bandas sonoras para teatro e 1 para televisão.

Foi distinguido com o Prémio José Afonso/93 e o Se7e de Ouro/92 para música popular.

Com muitas intervenções internacionais, a última foi em Outubro de 2013, na WOMEX (World Music Exposition), em Tessaloniki, Grécia, onde a sua participação despertou muito interesse.

Com uma carreira preenchida de êxitos é um dos mais populares e queridos cantadores portugueses sendo a sua obra prestigiada nacional e internacionalmente, sendo regularmente convidado para se associar aos mais importantes músicos, grupos e cantores portugueses, tendo também colaboração expressiva com músicos brasileiros e cubanos.

Vitorino, mais do que um músico, é um artista multifacetado com preocupações culturais, sociais e, sobretudo, com uma enorme abertura para o intercâmbio artístico.